“A história das gravuras de Foz Côa e da futura barragem do Sabor é uma lição exemplar dos malefícios da demagogia, servida na política. Guterres tinha acabado de chegar a primeiro-ministro e, dos disponíveis dos Estados Gerais, foi buscar para ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho (que, depois e quando a nave socialista começou a meter água, foi o primeiro a saltar fora e, desmentindo a máxima de Guterres de que ‘Roma não paga a traidores’, acaba por ser compensado com o melhor tacho de todo o Estado português – o de embaixador na UNESCO). Juntos à época, Guterres e Carrilho resolveram inaugurar o mandato com uma decisão grandiosa: cancelava-se a barragem de Foz Côa, já em construção, e a benefício da preservação de uns tacanhos rabiscos numas pedras, que alguns ’sábios’ e alguns oportunistas decretaram ser gravuras paleolíticas. E nem a desfeita causada pela maior autoridade mundial na matéria – que, levado a ver os rabiscos, sentenciou que o suposto Paleolítico teria entre trinta e trezentos anos – abalou o entusiasmo e a determinação dos então governantes em jurar que, a partir daí, o património cultural teria prioridade sobre tudo o resto.A barragem prevista foi, pois, suspensa e, quanto às gravuras, sabe-se o que aconteceu: as prometidas excursões de milhares e milhares de portugueses e europeus previstas jamais aconteceram; o novo modelo de ‘turismo cultural’, que ali se iniciaria, foi nado-morto; não aconteceram os trabalhos científicos anunciados nem o interesse mundial naquela fantástica descoberta. Em contrapartida, arranjou-se uns lugares vitalícios para funcionários do Paleolítico e, vá lá, vá lá, desistiu-se de lhes fazer a vontade gastando mais uns milhões num museu sem conteúdo e sem qualquer viabilidade económica. Mas a barragem fazia falta à EDP e fazia falta à regularização do curso navegável do Douro. Por isso, não avançando Foz Côa, avança a barragem do Sabor, cuja construção Sócrates acaba de adjudicar.
Acontece que o Sabor, para quem não conhece, é, talvez, o mais bonito rio de Portugal, o mais preservado, o mais selvagem. Se passassem nas televisões um filme sobre os rabiscos de Foz Côa e outro sobre o curso do Sabor, as pessoas ficariam chocadas ao perceber aquilo que se decidiu preservar e aquilo que se decidiu destruir. O suposto Paleolítico derrotou o presente e o futuro. A invocada cultura afogou a beleza – um contra-senso filosófico que nem o dr. Carrilho conseguiria explicar. Nós destruímos os rios (e em nome do ‘ambiente’, como explicou Sócrates) e depois gastamos dinheiro a construir, e ainda bem, fluviários para explicar às criancinhas o que é um rio. O problema é que, se as “gravuras não sabem nadar”, os rios não sabem protestar. E é assim que se governa, quando o mais fácil é ceder à demagogia.”
By Miguel Sousa Tavares in, Expresso
Mais palavras para quê? A Ignorância Tem Limites!!!
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É mesmo!
Mais palavras para quê??!
Abraço!
Bom post
Sempre desconfiei dos rabiscos, claro que não sou entendido, mas…..
Abraço
Pois… é pena que esse ignorante tenha tanta credibilidade… que percebe ele de arqueologia? Nada. A ignorância é arrogante!
beijo
“Ha’ uns anos nos corredores do Departament of Anthropology da Universidade de Santford (”casa” de arqueologos famosos entre os quais Ian Hodder…) vi na parede uma serie de mapas de diferentes parte do Mundo. Assinalados estavam os locais arqueologicos mais importantes nas diferentes areas do nosso planeta.
Quando me aproximei do da Peninsula Ibérica vi que tinha tres bolinhas vermelhas:
- uma era Altamira.
- outra dizia Los MIllares,
junto à terceiroa estava escrito – Foz Côa.
Isto serve para ilustar, que ao contrario do que diz, caro Filipe, por exemplo, os colegas de umas das mais prestigiosas universidade do mundo estao convencios da importancia do Vale do Côa. Pelo que entendi para si, como a MST, a Helena Matos e companhia, serem as gravuras calssificadas como patimonio mundial pela UNESCO parece ser compeltamente irrevelante.
Até os mais criticos do que se passou no passdo no Parque Arqueologico do Vale do Côa — como eu— nao podem deixar de considerar tristes e deprimentes as palavras de um homem supostamente de cultura como Miguel Sousa Tavares.
Se segue a nossa lista, sabe que a maioria dos arqueologos portugueses nao tem “tachos”, vive na precariedade e numa premanente batalha na defesa de TODO o patrimonio, em terra e no mar.
A defesa do Sabor nao tem a que ver com o Côa, muito menos se as gravuras são ou nao paleolitcas. Pensar nesses termos e’ como dizer que para se conservar a Torre de Belem se deve deixar cair a dos Clerigos, ou vice-versa!
Quantos rios “selvagens” existem nesse mundo? Será que por causa disso aceita ver os nosso rios “barragados” ?
Concentre os seus esforços na defender do Sabor, do Tua… Tenho a certeza que na defesa do ambiente como na do patrimonio terá ao sei lado 100% da comunidade arqueologica nacional.
A barragem do Côa nunca será feita, as rochas nunca serão cortadas e sabe, porquê? Porque o Mundo nunca o vai permitir… para alguma coisa serve a globalização!!! ”
Mila Simoes de Abreu
Fundadora – “Movimento para a Salvaguarda das gravuras rupestres do Vale do Côa”
http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/msg03853.html
Não posso crer que também aqui, neste muito bom blog, se tem que levar com a opinião deste senhor , que é um iluminado, sem qualquer ideia de jeito desde o tempo do paleolitico,
Ainda disse alguma coisa, este senhor, no tempo da TV a preto e branco. Talves no tempo dos governos Soares, depois disso extinguiu-se como os Dinossaurios.
Sempre que leio o Expresso salto essa página, prefiro ler a parte do imbiliário , sempre se aprende qq coisa.
Este tipo é um enorme ignorante nestas áreas é só o comentário isento que se pode fazer.
Apesar disso li o seu Bestseller “Equador” e sabe escrever boas histórias. Devias dedicar-te a isso ó miguel, e não a escrever disparates.
LUDOVICUS REX
Creio que sempre vou encontrar alguma asneira do sr. Miguel Sousa Tavares ( desculpe-me se fui grossa). Primeiro foi o livro EQUADOR que criou polêmica com a notícia de plágio e ainda não foi comprovado pelo que saiba. Desta discussão na época sobrou até para mim nos comentários de:
http://fractura.net/por-soldar/plagio-equatorial-final/
Agora,leio essa notícia que realmente comprova realmente algum distubio mental ou grande vantade de aparecer na mídia. Eu,enquanto historiadora da Arte,peço respeito e pesquisa do sr. Miguel,pois estamos falando de história da humanidade. Gerações virão e irão querer saber realmente a verdade. Isso é muito sério.
O Vale do rio Côa constitui um local único no mundo. Apresenta manifestações artísticas ao ar livre datáveis para diversos momentos da Pré-História. Aqui se encontra o maior conjunto de figurações paleolíticas ao ar livre até hoje conhecidas…
Foz Coa Arte Rupestre
Cervídeos pintados a vermelho
No vale do Côa existem milhares de gravuras do período Paleolítico. O seu estudo está a ser realizado por uma equipa de arqueólogos coordenada por Mário Varela Gomes e António Martinho Baptista — e demorará anos.
O conhecimento desta descoberta chegou à UNESCO, que lhe atribuiu a classificação de Patrimônio Cultural da Humanidade, fato que impediu a continuação da construção de uma barragem que para ali estava projetada. Em consequência do reconhecimento do interesse patrimonial deste conjunto de achados, foi decidido em 1995 criar na região o Parque Arqueológico do Vale do Côa.
abraço!
São dois casos bicudos o Miguel Sousa Tavares de quem gosto da escrita nos seus romances (supostamene dele), mas que é basicamente malcriado e o Dr. Manuel Maria pretende a filosofo do qual só deixou marca a arrogancia e eletismo e o facto de ter arranjado um mulher vistosa com honras de star, apesar do ar de supostamente…abichanado.
O problema é que estamos no país em que se quer fazer o optimo em detrimento do bom e do necessário, param-se obras importantes para a sustentação do próprio país para perservar desenhos com milhares de anos….
Os desenhos as gravuras são de perservar, será que não se podia fazer de outra forma?
Enfim quase que tivemos aquela barragem, quase somos património mundial (as gravuras), quase que somos um ponto do turismo mundial, quase que doninámos o mundo do renascimento, quase que tivemos revolução industrial, quase que ganhamos um qualquer campeonato de futebol, quase que somos europeus, quase que somos um país moderno,….
Eu gostava era que algo se concretiza-se algo de positivo para os que cá vivem agora e no futuro.
Não tenho nada contra a arquologia, arquelogos ou gravuras rupestres
Um abraço
Vozes de burro não chegam aos céus. O homem até pode julgar que sabe de tudo, mas um pouquinho de humildade não lhe ficava mal, mas também era preciso ter bebido mais chá em pequenino, porque agora só lhe conhecemos gostos mais para o lado da uva.
Cumps
Ludo
Já lá vai o tempo em que ouvia todas as semanas as “opiniões” do dito.
Hoje, passo por ele, como vinha vindimada.
Acontece a muita gente nesta idade. Empáfia!
Perdoa-me a ausência, mas tem de ser, o trabalho assim o exige.
Um abraço
Concordo que se deva preservar o rio Sabor, e sou contra a barragem, mas estes argumentos de pacotilha deste comentador/escrevinhador para lá de serem parvos e ignorantes não ajudam em nada na preservação deste curso de água e ecossistema tão frágil.